domingo, 6 de setembro de 2015

Meditação


Meditar é fazer como o Lótus que mergulha suas raízes no lodo e a partir dele descobre os substratos necessários para brotar uma flor de esplendorosa beleza.

O lodo, no ser humano, representa as nossas sombras. Sombra enquanto aquilo que desconhecemos em nós mesmos, sejam estes aspectos agradáveis que clamam por serem potencializados ou desagradáveis que necessitam ser reconhecidos, integrados e posteriormente sublimados.

Este processo de autoconhecimento é individual, solitário e por vezes doloroso. Transmuta-se, todavia, em pouco tempo, numa paz até então desconhecida e uma alegria que provém do reconhecimento gradativo do Deus interno que em sua essência é Ananda, ou Bem-aventurança para os ocidentais.

Sempre que a vida oferta para meu próprio crescimento dificuldades e desafios cada vez maiores, o recolher-me em mim mesmo faz emergir força, clareza mental e autoconfiança em maior proporção, ainda que momentos de melancolia e irritação por vezes existam. Estes, por seu turno, se apresentam cada vez menores e menos significativos em relação ao estado predominante de saúde integral.

Fazemos coro com Chico Xavier quando afirma que o Yoga é a maior benção que a providência divina concedeu aos seres humanos para seu próprio crescimento, e finalizamos essas breves linhas vibrando para que o interesse do mundo ocidental pela meditação cresça em projeção geométrica, a fim de que o processo de transmutação desse pequeno planeta seja impulsionado pela alquimia individual das consciências em amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário